terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Metodologia do projecto tecnológico

Professora Doutora Maria da Costa Potes Franco Barroso Santa-Clara Barbas

Professor Doutor Vito José de Jesus Carioca

Cartaz que serviu de apresentação ao nosso projecto

Nesta disciplina, fomos distribuídos por grupos e temas, para que procedessemos á elaboração de um projecto, em parceria com um organismo. O meu grupo, ficou com o tema " Protecção Verde", em colaboração com o Governo Civil de Santarém, com o objectivo de criar uma ferramenta digital para sensibilização das crianças e jovens, dos cuidados a ter para evitar os incendios.

Para começar, acompanhados pelo Dr. Carlos Catalão, representante do Governo Civil, fomos visitar um bom exemplo de cuidados a ter com uma floresta. Foi um dia cansativo, mas super divertido, tiramos variadissimas fotografias, filmamos também, com o objectivo de fazer um CD interactivo, de informação relevante sobre cuidados a ter com as florestas. Construímos videos utilizando a ferramenta do MovieMaker e do Pinnacle e finalizamos com o flash, reunindo todo o material, informação e videos, num CD com a imagem de uma floresta e o simbolo da gota de água a cair e a rodear a imagem. Apesar de trabalharmos maravilhosamente bem em conjunto, foram precisas muitas horas, em que abdicamos completamente das nossas familias e aprendemos a conviver e a depender dos três durante muitos dias. Além da composição gráfica, houve um registo completo das tarefas, datas e horas gastas ao longo do trabalho no DOTPROJECT. Para este projecto estar concluído, além do CD com capa e imagem gravada, seria apresentado juntamente com um cartaz exposto acima do texto. Fica aqui o agradecimento ao Governo Civil de Santarém que participou e proporcionou a possibilidade da elaboração deste trabalho.

Equipa Multimédia

domingo, 25 de janeiro de 2009

Realização Audiovisual

Professor Doutor José Manuel Soares

Quem não se lembra deste filme, da abelha Maia, do Marco e da Heidi, da sua qualidade de imagem que na altura para nós era excepcional ?
E agora, com as imagens trabalhadas, alteradas e a três dimensões? Com os milagres da tecnologia, conseguimos dar mais luz de um lado das imagens , emagrecer ou aumentar partes que nos interessem, mudar a cor dos olhos, do cabelo, aumentar os lábios....A tecnologia foi evoluindo, melhorando e trazendo novas conquistas ao nivel da imagem e multimédia.

O que nós estudamos

1. Planificação de documentos audioscriptovisuais Argumento, guião, storyboard 2 Conceitos fundamentais Variedade de suportes e formatos de documentos av:
Cinema – suporte – película
formatos – 8mm, 16mm, 35mm e 70mm
Televisão/Vídeo – suporte – fita magnética formatos – 3/4, 16/9
Diaporama – suporte visual – película,
suporte áudio – fita magnética formato – diapositivos 35mm
Multimédia – suporte CD-Rom, Internet, etc. formatos – 800x600, 1024x769, etc
Tipos de documentos, no que respeita a conteúdos:
Didácticos – espectro curto de informação (só o essencial) mostrada de forma a proporcionar aprendizagem de conteúdos específicos. Exemplos (jogos para aprender a contar ou a ler, etc.)
Educativos – espectro médio de informação Exemplos (documentários sobre a vida de animais, etc.)
Educacionais – espectro largo de informação Exemplos (filmes, etc.)
Outras classificações de docs
Publicidade / Propaganda
Tipos de registos (ficção – comédia, drama, acção, terror, suspense), Documentário (científico, actualidades)
2.1 Fases da realização audiovisual [CESCO, G., GALVANO, F. (1977), Fotografia. Cinema.
Projectores, Lisboa: Ed. Ática, Círculo de Leitores].
Pré-realização – argumento, guião, storyboard
Contactos (pessoas e locais) e contratos, etc.
Realização – filmagens
Pós-realização (pós-produção) – mistura áudio e montagem
Distribuição e divulgação
2.2 Composição de planos [HUYGHE, R. (1998), O Poder da Imagem, Lisboa: Edições 70].

Tipos de composição (formas e cores)

Composições centradas

Composições simétricas

Composições equilibradas

2.3.1 Escala de planos, ângulos de captação de imagem e movimentos de câmara Escala de planos:

Planos afastados (PG – Plano Geral, PC – Plano de Conjunto, PA – Plano Americano)

Planos médios (PI – Plano Inteiro, PM – Plano Médio)

Planos aproximados (PP – Plano de Peito, GP – Grande Plano, PP – Plano de Pormenor)

Ângulos de captação de imagem:

Picado – diminui personagens Contra-picado – engrandece personagens

Movimentos de câmara

ZOOM (movimento mecânico) Panorâmicas (laterais / verticais – câmara roda mantendo um eixo fixo) Travellings (câmara desloca-se em todos os eixos)

2.3.2 Noções de equilíbrio formal de imagens em movimento

Campo e contra-campo Efeitos de ligação entre planos (racord) Vectores de objectos / personagens em movimento

2.4 Iluminação [GIGLI, Amadeo (1983), A Luz que Tira Retratos – O Segredo da Fotografia, Lisboa: Ed. Caminho.

LANGFORD, Michael (2003), Fotografia Básica – 5ª ed., Lisboa: Dinalivro].
Iluminação natural / iluminação artificial (luz de tungsténio)
Temperatura de cor
Dominantes cromáticas
Diferença cor/tom
Como conclusão, deixo aqui um pequeno video com a evolução da imagem ao longo dos anos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Jornalismo

Professora Doutora Teresa Maia e Carmo
O jornalismo no meu entender é a arte de informar, e informar passa por bem informar.
Hoje o bom jornalismo, toma uma posição de ataque, noticias em primeira mão e perpetuadas no tempo são essenciais para quem o representa, ser o primeiro e saber mais, mesmo que implique transmitir sem confirmar, abusar das imagens e das acusações, é a excelência. É colocado o bom jornalismo, um pouco de parte em detrimento do sensacionalismo, ou seja, a televisão, o jornal ou revista, procuram aumentar o seu nível de audiências, fazendo referência a problemas intímos e pessoais, noticias de choque, colocando programas em que expõem as pessoas ou telenovelas em excesso. Depois há aquelas desgraças que se perpetuam, como o caso português de Joana, Madie, ou agora o ultimo caso, da aluna e professora por causa de um telemóvel, noticias de abertura de todos os jornais televisivos, debates, preocupações da escola, expulsão da aluna, professora, condenação dos colegas. Também esta situação será explorada ao seu limite e até que o publico se canse dela. Não se entenda com isto que sou contra estas transmissões, não é verdade, pois quando se transmite no sentido de informar, alertar e ensinar, sou a primeira a defender, quando se explora uma situação e se massacra com a mesma noticia então sim, sou absolutamente contra.

Há o poder pela busca de audiências, visível, procurando ir ao encontro dos seus utilizadores de modo a aumentar as vendas. É incrível o número de pessoas, de vários estratos sociais que adoram uma boa telenovela ou um bom reality show, preferencialmente se houver discórdia e violência.

Não há duvida nenhuma que os media conseguem manipular e orientar opiniões da comunidade em geral, também têm uma função eficaz na medida em que alertam para determinadas situações, obrigam á alteração de legislação e por vezes constituição de nova legislação.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Comunidades de Aprendizagem - Escola Virtual

Comunidades virtuais em educação

Falar de comunidades de aprendizagem é olhar a Escola de um modo diferente do assumido pela tradição; é colocar o trabalho dos professores, alunos e demais agentes educativos numa reflexão critica; é contribuir para fazer da Escola um lugar criativo, inovador, construtor de conhecimento, ao invés de passivamente transmissor. É desenvolver processos assentes nos contextos educativos que contribuam para trazer novas motivações para se aprender na Escola sem se perder o que se aprende fora dela. É falar de aprendizagens contextualizadas, de trabalho colaborativo e cooperativo, de parcerias e de aprendizagem em comunidades de prática. O professor tem de estar preparado para ajudar na formação desse novo profissional, por um lado, e o aluno deve preparar-se para esse perfil, por outro.

Professor

Para isso, o professor de ensino a distância via Internet deve actuar de forma renovada e inovadora, optando por uma constante estratégia de renovação.

Uma dessas formas é trabalhar através de comunidades virtuais de aprendizagem, de forma interactiva, cooperativa e colaborativa. Nestas comunidades, alunos e professores, embora separados pelo tempo e pelo espaço, empenham-se em tarefas comuns, em problemas e desafios a serem resolvidos com o auxílio das ferramentas que estão a sua disposição. Para essa convergência de forças, professor e aluno devem preparar-se, pois os seus papéis tradicionais sofrem uma profunda mudança.

O professor já não poderá ser um transmissor de conteúdos parado no tempo, “aquele das conhecidas fichas que serviam para todas as turmas, ano após ano.O professor deve, passar a ser um orientador. Na tarefa de orientação, ele apresenta modelos, faz mediações, explica, redireciona atenção e oferece opções aos seus alunos na construção do conhecimento. Cabe-lhe decidir o seu grau de envolvimento e intervenção nas variadas actividades de uma comunidade virtual de aprendizagem. Pode optar, por exemplo, por se excluir de discussões, dando maior liberdade aos alunos, ou manter uma presença forte para corrigir, informar, opinar e convidar os alunos para participarem. O professor deve ser capaz de orientar a aprendizagem por meio de perguntas adequadas em vez de dar a resposta correcta.

A experiência da construção do saber deixa de ser unilateral e passa a ser partilhada. Os sinais que indicam atitudes de discordância ou de concordância, tanto por parte do aluno quanto por parte do professor, o balançar de cabeça, os sorrisos, os gestos, um franzir de testa para indicar aprovação ou surpresa serão substituídos por palavras de incentivo e de aprovação via rede.

O professor oferece orientação e uma linha geral de trabalho; usa perguntas e sondagens para as respostas dos alunos, centrando a discussão em conceitos críticos, princípios e habilidades. Age, então, como um animador, incentivando e motivando os alunos a aprofundarem e ampliarem os conhecimentos, mais do que fariam numa sala de aula presencial.

É essencial a função social do professor on-line para a construção e manutenção de uma comunidade virtual de aprendizagem. Visto que as pessoas não têm um contacto presencial assíduo, o conhecimento delas dár-se-á sempre através da máquina. Do ponto de vista do aluno, embora ele deva participar activamente na sua comunidade e manter o diálogo com seus colegas e com o professor, uma boa parte do seu estudo será feita solitáriamente.

Para facilitar e manter a integração do grupo, o professor deve fazer o uso de apresentações dos alunos no início de um curso, e a criação de um espaço exclusivo, no ambiente virtual de aprendizagem, para interações mais descontraídas, em que o assunto deve ser qualquer um, menos o desenvolvido no curso, por exemplo, uma noticia, uma historia ou até mesmo uma anedota. O professor, participante activo também desse espaço, aproveita para criar um ambiente social amigável para promover a aprendizagem e os relacionamentos humanos; para desenvolver a coesão do grupo e sua manutenção como uma comunidade de aprendizagem. Cabe ao professor inclusivé, a tarefa de estabelecer a agenda para os momentos síncronos, se houver; informar sobre o programa e a programação do curso; estabelecer os objectivos da discussão, o cronograma, e normas para tomada de decisão; dar algumas orientações gerais iniciais, incluindo as regras para serem discutidos os assuntos ou temas, adoptadas ou adaptadas ao grupo. Uma organização e manutenção bem sucedidas, exige uma liderança forte e um direcionamento preciso. Importantissimo para o sucesso, será o professor ser competente na utilização da tecnologia para facilitar o seu desempenho, bem como o dos seus alunos durante o curso. Cabe ao professor fazer com que os alunos se sintam confortáveis no controlo do sistema e das ferramentas que o ambiente oferece.

Aluno

O aluno por sua vez, deverá deixar a sua posição de receber conteúdos e passará a ter um papel activo na construção de seu conhecimento, procurando temas que lhe interessam ou que lhe são propostos. Cabe aos alunos explorarem o material oferecido no curso e procurarem outros, relacionados com a proposta, sem nenhuma restrição. Aprender on-line envolve mais do que o domínio do software ou da familiaridade com o ambiente de aprendizagem; é preciso saber seleccionar a informação, verificar se é verdadeira e para isso deve consultar vários sites sobre o mesmo assunto.
Exemplo de comunidade de aprendizagem colaborativa

Um bom exemplo de um produto digital, fruto da inteligência colectiva, é a Wikipédia, uma enciclopédia gratuita, criada pelo norte-americano Jimmy Whales, em permanente processo de construção colaborativa pelos inter nautas do mundo inteiro. Há versões para cerca de 160 idiomas, incluindo o português. São cerca de 450 mil verbetes em inglês o que a torna quatro vezes maior do que a Enciclopédia Britânica. O seu logótipo é um globo terrestre recortado como peças de um quebra cabeças com símbolos de línguas diversas. Várias peças são agrupadas formando o globo terrestre, simbolizando a colaboração, mas um pequeno espaço vazio indica que o conhecimento não está acabado. O conteúdo é aberto, pode receber novos temas, ser modificado, ou aumentado por qualquer pessoa e distribuído livremente. A tecnologia Wiki é um software colaborativo que permite a qualquer pessoa construir ou editar, facilmente, conteúdos num site na web. A Wikipedia é uma obra aberta, em progresso e metaforiza o conceito de inteligência colectiva tanto no que diz respeito à colaboração quanto à distribuição por toda parte, pois o seu conteúdo é produzido por muitos e não está localizado aqui ou ali, mas no espaço virtual colectivo, produzido pela energia de muitas pessoas que inserem temas novos, editam o que já está publicado ou ampliam os conteúdos já disponíveis.Ao contrário das enciclopédias tradicionais que tinham a pretensão de esgotar todo o conhecimento humano, dentro de uma determinada época, a Wikipédia simboliza a nova visão de que o conhecimento é mutável e está em constante construção. Conclusão Nesta fase de transição em que nos encontramos, ainda predomina nas escolas o modelo disciplinar, centrado no professor, método que ainda utilizo no local onde dou formação, enquanto que as comunidades de aprendizagem exigem mais interdisciplinaridade e centralização no aluno, para aproveitar todo o potencial participativo, método utilizado ao longo do mestrado.

Até agora predomina o uso dos ambientes virtuais em situações pontuais, como por exemplo em fóruns, para discussão de tópicos específicos e essencialmente no ensino superior. O conceito de comunidade implica compromissos mais amplos e constantes do que os de realizar tarefas isoladas. Por isso as comunidades virtuais de aprendizagem, para cursos semi-presenciais ou á distância, pressupõem modelos educacionais mais centrados nos alunos e na aprendizagem flexível pessoal e grupal.

No entanto com as facilidades na aquisição de material tecnológico por parte dos estudantes portugueses, acredito que não demoraremos muito para que este sistema seja implementado.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Argumento Interactivo

Professora Doutora Maria da Costa Potes Franco Barroso Santa-Clara Barbas
Foram sessões presenciais e por e-learning, com uma comunicadora excelente, de grande simplicidade e sabedoria.
Falamos da importancia do ensino b-learning, em que se, por um lado em espaço de sala de aula, partilhamos conhecimentos e experiências, por outro, em sessões virtuais há que procurar enriquecer o nosso conhecimento através da pesquisa e da partilha de informação na plataforma.
Debatemos o tema apresentado sobre e-social conections , em que começam a existir mudanças, apresentando-se a internet cada vez mais completa ao nivel da informação disponivel, com um maior numero de espaços colaborativos e de partilha.
O e-learning provoca uma mudança relativamente ao ensino tradicional, em que os utilizadores (alunos) podem construir o seu conhecimento sem barreiras de horários, o professor deixa de estar na posição de "oferecer" conteúdos completos e passa a estimular a busca do conhecimento através da pesquisa, da partilha e da participação activa.
Aprendemos a utilizar testes de acessibilidade (quem envolvem utilizadores, situações e ambiente), usabilidade (clareza na arquitectura da informação, facilidade de navegação, simplicidade, relevância dos conteúdos coerência e rapidez) e SEO (para que um site esteja optimizado para os motores de busca terá que ter uma estrutura adequada e clara para que os “Robots”, responsáveis por percorrer automaticamente as páginas da Internet em busca de documentos, possam indexá-los, analisá-los e monitorizá-los para verificarem se existem alterações no seu conteúdo), por forma a analisar sites e verificar sobre a sua navegação.
Em trabalho colaborativo navegámos e avaliámos paginas publicadas on-line através de instrumentos de avaliação (acessibilidade, usabilidade e SEO disponíveis na plataforma). Apresentando um relatorio final com as conclusões e proposta de melhorias.
Concluímos que a planificação e construção de hiperdocumentos, têm regras a ser cumpridas, aspectos como a legibilidade tipografica do documento, a utilização de vocabulário acessivel, a inclusão de imagens, e aplicação de hiperligações para outros documentos.
Quanto á construção escrita dos documentos, devemos considerar os seguintes indicadores :
a) Criar um título informativo
b) Considerar alguns “indicadores” para a construção do 1º parágrafo
c) Considerar alguns “indicadores” para o corpo do texto c.1) concepção do conteúdo c.2) Realçe de conteúdos ao longo do texto c.3) alinhamento do texto c.4) introdução de hiperligações
d) Considerar alguns “indicadores” para a construção do final do texto